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		<title>Os alimentos polêmicos</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Aug 2007 13:38:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Magrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Opiniões divergem sobre a produção e o consumo dos organismos geneticamente modificados, os transgênicos, mas a informação em meio a esse encalço é a melhor saída Os transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs) são protagonistas de uma discussão polêmica entre aqueles que pedem sua proibição e aqueles que defendem que absolutamente não há motivos para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=12&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Opiniões divergem sobre a produção e o consumo dos organismos geneticamente modificados, os transgênicos, mas a informação em meio a esse encalço é a melhor saída</em></p>
<p>Os transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs) são protagonistas de uma discussão polêmica entre aqueles que pedem sua proibição e aqueles que defendem que absolutamente não há motivos para isso. Basicamente, é uma discussão entre organizações ambientais e agricultura ecológica contra empresas e cientistas. Mas os principais afetados, os consumidores, pouco conhecem sobre os OGMs e estão praticamente fora do debate. Conheça um pouco o que está sendo discutido.<span id="more-12"></span></p>
<p><strong>O que são transgênicos?</strong></p>
<p>Transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs) são aqueles que recebem um ou mais genes de outro organismo e passam a expressar uma nova característica. Na prática, o que isso significa? Para alguns significa perigo e para outros beneficios. Por exemplo, uma determinada espécie de soja recebe no laboratório um gene de uma determinada espécie de bactéria, tornando-se assim resistente a um determinado tipo de substância. Com esse troca-troca de genes já foi possível criar frutas e hortaliças que demoram mais para amadurecer, reduzindo perdas no campo e no comércio; plantas com valor nutricional enriquecido, como o arroz e o feijão com mais vitaminas; vegetais que absorvem menos óleo quando são fritos; e plantas que são mais apropriadas para a agricultura e/ou mais adaptadas às condições adversas do ambiente.</p>
<p><font color="#999999"><em>Transgenia é o processo de transferência de genes entre espécies diferentes.</em></font></p>
<p>Parece tudo muito positivo, não é mesmo? Mas esses benefícios são contestados por diversas organizaçãos ambientalistas e de agricultura ecológica. Segundo a AS-PTA – Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa, organização que promove a agricultura ecológica e é participante da rede “Por um Brasil livre de Transgênicos , as empresas de biotecnologia não têm desenvolvido alimentos mais nutritivos, elas apenas desenvolvem sementes que se encaixam em seu “pacote tecnológico”, ou seja, resistentes aos agrotóxicos que elas mesmas fabricam. É, esse é só o começo da polêmica.</p>
<p><strong>A produção de transgênicos</strong></p>
<p>Segundo Alda Lerayer, pesquisadora e Diretora Executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), todo e qualquer agricultor que tenha interesse pode cultivar lavouras transgênicas. No Brasil, a variedade transgênica autorizada por lei é a soja resistente a herbicida e o algodão com resistência a insetos-pragas. De acordo com dados do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), mais de 9,3 milhões ou 90% dos agricultores que cultivaram plantações geneticamente modificadas (GM) em 2006 são pequenos produtores de países em desenvolvimento, o que representa impacto socioeconômico e ambiental significativo nas regiões onde a biotecnologia foi aplicada. Isso porque as plantas geneticamente modificadas ajudaram o agricultor a reduzir custos de produção e a diminuir o número de aplicações de defensivos agrícolas nas lavouras.</p>
<p>Porém, segundo o Greenpeace, organização também participante da rede “Por um Brasil livre de Transgênicos”, uma pequena quantidade de sementes transgênicas em um lote de soja é suficiente para gerar: cobrança dos royalties e pagamento de multas; recusa de empresas que não aceitam soja transgênica; e perda da certificação orgânica, que é a garantia de um produto livre de agrotóxicos e transgênicos, demonstrando assim prejuízos ao pequeno agricultor.</p>
<p>“A adoção da biotecnologia agrícola avança a passos largos. È um caminho sem volta.”, comenta Alda. Mas, para ela, é importante que se garanta, por meios legais, o direito de escolha do produtor. “Há espaço para as culturas transgênicas, orgânicas e convencionais. E a decisão sobre qual é a mais oportuna para cada situação deve ser do agricultor”. Segunda a pesquisadora, todos os tipos de cultivo podem conviver harmoniosamente, desde que observadas as boas práticas de manejo agrícola. Os mesmos cuidados tomados na agricultura com variedades convencionais devem ser tomados com as variedades transgênicas, que basicamente são: a distância entre as lavouras, a falta de sincronização de floração e as barreiras físicas.</p>
<p>“Transgênicos e agricultura ecológica são incompatíveis”, contrapõe Gabriel Bianconi Fernandes, engenheiro agrônomo e assessor técnico da AS-PTA. Fernandes afirma que sementes transgênicas podem sim contaminar as sementes de outras lavouras e acabar com a possibilidade de um cultivo orgânico, ecológico e livre de OGMs.</p>
<p><font color="#999999"><em>Biotecnologia é a tecnologia desenvolvida a partir de conhecimentos de uma ou de várias áreas da biologia, geralmente com finalidade produtiva. É o uso prático do conhecimento sobre a vida, por meio de técnicas e conhecimentos sobre microorganismos, plantas e animais &#8211; biologia, bioquímica, genética e fisiologia.</em></font></p>
<p>O Greenpeace, na sua cartilha “Transgênicos: a verdade por trás do mito”, explica que, tradicionalmente, uma tecnologia está associada com previsão, controle e reprodutibilidade. Mas afirma que a biotecnologia relacionada aos alimentos transgênicos é sem previsibilidade, apresenta descontrole do destino do transgene ou parte dele, desorientação dos transgenes no ecossistema e difícil reprodubilidade e desequílibrio nas mudanças de expressão gênica.</p>
<p>O uso de microorganismos transgênicos em ambiente confinado para a produção de medicamentos, enzimas e reagentes não é questionado, pois não há contato do transgênico com o meio ambiente ou com o consumidor. O medicamento produzido é testado exaustivamente pelos protocolos de segurança da indústria farmacêutica. Porém, ao contrário do que acontece na indústria farmacêutica, um organismo geneti¬camente modificado, se liberado no meio ambiente, pode crescer, multiplicar-se, sofrer modificações e interagir com toda a biodiversidade. Ele não pode ser controlado e passam a interferir em todos os ciclos da natureza. Os seus genes exógenos (de outras espécies) podem ser transferidos para uma espécie selvagem relacionada (semelhante) ou apresentar um comportamento imprevisível, causando estragos ao ecossistema.</p>
<p>Mas Alda ressalta que os transgênicos são severamente analisados por rígidos testes laboratoriais, definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), – que avaliam questões de alergenicidade e toxidade, entre outras – e de campo, de acordo com critérios científicos internacionais. Todo alimento transgênico só é liberado para o consumo depois de ser rigorasamente analisado por esses rígidos testes laboratoriais.</p>
<p><font color="#999999"><em>O que é CTNBio? É Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, formada por 27 cientistas. A CTNBio tem o poder de decisão para autorizar ou negar a pesquisa, plantio e comercialização de organismos transgênicos. A Comissão tem o exclusivo poder de definir se uma avaliação científica de impacto ambiental é necessária ou não. Dessa forma, esta comissão passa a ser o único órgão com atribuição e poder de decisão em assuntos que afetam o meio ambiente e a saúde humana e animal.</em></font></p>
<p><strong>O consumo de transgênicos</strong></p>
<p>Os transgênicos vêm sendo consumidos no mundo todo há mais de dez anos. Aproximadamente 70% de todos os alimentos processados contêm pelo menos um ingrediente derivado de soja, que no Brasil pode ser transgênica, ou de microrganismos geneticamente modificados (MGM). “O pão, o queijo, o iogurte, a cerveja e o vinho, por exemplo, consumidos diariamente por famílias de todas as classes sociais do país, possuem enzimas produzidas por MGM ou bactérias e leveduras, em sua maioria, transgênicas. Estes elementos atuam diretamente nos processos de fermentação, formação de sabor e aromas e preservação dos alimentos”, conta a pesquisadora Alda Lerayer. Os embutidos, como o presunto, também podem conter ingredientes geneticamente modificados, já que possuem proteína de soja em sua composição.</p>
<p>Porém, a contestação é sobre suas consequências desconhecidas e preocupantes para a saúde humana, como o aparecimento (ou aumento) de alergias, o aumento da resistência a antibióticos, os efeitos inesperados de longo prazo e o aparecimento de novos vírus mediante a recombinação. Gabriela Vuolo, Coordenadora da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, fala que não se conhece as reações adversas que o consumo dos OGMs pode acarretar. “Não há conclusões nem para o bem nem para o mal, enquanto não exista uma certeza de sua segurança, eles não devem ser liberados”.</p>
<p><font color="#999999"><em>O Princípio da Precaução embasa os métodos científicos de avaliação de risco para situações onde existam ameaças sérias e irreversíveis à saúde e ao meio ambiente.</em></font></p>
<p>Para o Greenpeace, é melhor prevenir do que remediar. Analisar o risco pelo Princípio de Precaução é vital em relação à liberação de organismos transgênicos na natureza. Os transgênicos devem ser avaliados a partir do ponto de vista do consumidor e do meio ambiente &#8211; que serão afetados se algo de errado acontecer &#8211; e não segundo interesses econômicos. Os direitos daqueles que são afetados por uma atividade devem ser priorizados, e não os daqueles que são beneficiados por tal atividade. Deve haver um exame minucioso de todas as alternativas e uma análise das justificativas e benefícios, assim como dos riscos e custos, além de perspectivas a longo prazo.</p>
<p>Porém, Alda complementa que os alimentos geneticamente modificados já estão na mesa de consumidores do mundo todo há mais de dez anos, sem registro de um único caso de impacto negativo na saúde humana e animal. O consumidor precisa saber que os transgênicos são testados como nenhum outro alimento jamais foi, sendo tão ou mais seguros que os convencionais.</p>
<p>Com tantos dados contrapostos é realmente difícil definir qual é o melhor caminho a seguir. Sem dúvida, é incontestável a importância da informação. O consumidor precisa ficar atento ao debate, participar das discussões e tirar dúvidas, afinal a escolha é nossa.</p>
<p><em>(Matéria para o Guia de Hortas 2007)</em></p>
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		<title>Alimentação equilibrada, em todos os sentidos</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Aug 2007 13:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Magrini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O objetivo da produção de alimentos orgânicos é realizar processos produtivos em equilíbrio com o meio ambiente Os orgânicos são alimentos cultivados sem insumos químicos, respeitando o meio ambiente e as relações sociais. O consumo de orgânicos em todo o mundo aumenta 30% por ano e movimenta cerca de US$ 26,5 bilhões, apesar de serem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=11&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O objetivo da produção de alimentos orgânicos é realizar processos produtivos em equilíbrio com o meio ambiente</em></p>
<p>Os orgânicos são alimentos cultivados sem insumos químicos, respeitando o meio ambiente e as relações sociais. O consumo de orgânicos em todo o mundo aumenta 30% por ano e movimenta cerca de US$ 26,5 bilhões, apesar de serem até 50% mais caros que os alimentos não orgânicos. No Brasil, o mercado orgânico cresce de 30% a 50% anualmente e já tem a segunda maior área de agricultura orgânica do mundo, que exporta para vários países. Esses dados são divulgados pelo Instituo Biodinâmico (IBD), uma das instituições que certifica os alimentos orgânicos no país.<span id="more-11"></span></p>
<p>Para produzir e comercializar alimentos orgânicos é preciso seguir normas de certificação rígidas e obedecer a princípios rigorosos de manejo do solo, dos animais, da água e das plantas, buscando promover a saúde do homem, a preservação de recursos naturais e a oferta de condições adequadas de trabalho aos empregados. Existe até uma lei para esse tipo de alimento: é a Lei dos Orgânicos (Lei 10.831/03) que considera como orgânico o produto denominado ecológico, biodinâmico, natural, regenerativo, biológico, agroecológico, permacultivado e outros.</p>
<p>Os alimentos orgânicos são mais caros que os convencionais, pois sua escala de produção é menor, diversificada e, normalmente, feita por pequenos produtores. Mas para os adeptos, os benefícios à saúde, ao meio ambiente e à sociedade compensam o valor. E eles conhecem muito bem quais são esses benefícios.</p>
<p>Nadia Cozzi, publicitária e consultora em Alimentação Consciente do Instituto CKK de Desenvolvimento Humano, adepta à alimentação pura, como ela diz, há 13 anos, conta que ao consumir um alimento orgânico contribui para a diminuição do êxodo rural, problema grave nas cidades grandes como São Paulo, onde mora, pois a produção orgânica normalmente é feita em pequenas propriedades rurais, por famílias inteiras que se dedicam com amor à sua terra. “São comunidades que se unem em torno desse ideal do alimento mais puro, do respeito à terra, do cuidado com o meio ambiente do qual fazemos parte, apesar de muitas pessoas ainda não terem percebido isso. Além disso, contribuo para a diminuição das doenças e o índice de suicídios que assolam os agricultores expostos ao agrotóxico e cuido das crianças que tem escola e infância, pois para ter o selo de certificação de alimento orgânico não pode ser usada mão-de-obra infantil”.</p>
<p>Como todo mundo, Nadia procura fazer economia, comparar preços e tudo o mais que toda dona de casa conhece muito bem. Mas, no caso da alimentação, ela é direta: “Se eu acho os orgânicos caros? Caro é o salgadinho que além de ser um alimento vazio no que diz respeito à nutrição, engorda e vicia. Caro é o refrigerante, os alimentos prontos que estão morrendo a meses no freezer, os caldinhos e sopinhas carregadas de glutamato monossódico e o alimento que contém doses e doses de veneno como as frutas e verduras convencionais. Você comeria um prato de saladas onde alguém colocou uma grande dose de spray para matar insetos?” E complementa: “O alimento orgânico para mim é barato face as vantagens que eu tenho me utilizando dele. Minha economia é na roupa e acessórios de grife, nos cosméticos (aliás quando se alimenta bem a pele e o cabelo agradecem), nos remédios, nos materiais de limpeza, nas coisas que realmente são supérfluas. Acho que na sociedade atual os valores estão meio de ponta cabeça e procuro valorizar realmente o que tem valor”.</p>
<p>É possível encontrar em feiras orgânicas, lojas de produtos naturais e restaurantes verduras, legumes, frutas, óleos, cervejas e até vinho orgânico. As grandes cadeias de supermercados possuem gôndolas exclusivas para produtos orgânicos. No cultivo e produção desses alimentos, como já foi dito, estão proibidos agrotóxicos sintéticos, adubos químicos e sementes transgênicas. Existem também carnes e ovos orgânicos. Nesse caso, os animais são criados sem uso de hormônios de crescimento, anabolizantes ou antibióticos, e de rações comerciais, e são tratados principalmente com homeopatia e fitoterapia.</p>
<p>Com relação às vantagens nutricionais, os alimentos orgânicos, em termos de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras), praticamente são iguais ao convencionais. No entanto, há estudos que comprovam que, como os vegetais cultivados sem agrotóxicos desenvolvem mais defesas naturais, os orgânicos possuem mais micronutrientes (minerais, vitaminas, fitonutrientes e antioxidantes), sintetizados como defesa natural contra os insetos e plantas competitivas. Quanto aos orgânicos de origem animal, a principal vantagem é que eles não contêm resíduos de produtos químicos, devido à alimentação orgânica dos animais.</p>
<p>Quem escolhe uma alimentação a base de alimentos orgânicos, faz uma opção alternativa e cosnciente, não pensa só na comida em si, mas pensa em toda a cadeia percorrida pelo o alimento até chegar na mesa, além de analisar os impactos daquele alimento na sua saúde e na sua vida. Nadia Cozzi confirma esse pensamento e faz uma análise bastante filosófica. “O alimento é um assunto fascinante, pois é nele que a Mãe Natureza encerra seu ciclo energético, unindo e harmonizando os 3 elementos: terra, água e fogo, despertando os 5 sentidos e fortalecendo os elos de quem compartilha desse momento mágico que é saborear algo plantado, colhido, comprado, preparado e servido com amor”.</p>
<p>Poderíamos dizer que a alimentação orgânica é uma filosofia de vida. Filosofia ou não, o consumo de hortaliças orgânicas, além de equilibrar a saúde, equilibriza as relações do homem com o meio ambiente. Pode ser uma boa opção para a vida, não é mesmo?</p>
<p><em>(Matéria para o Guia de Hortas 2007)</em></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/patriciamagrini.wordpress.com/11/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/patriciamagrini.wordpress.com/11/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/patriciamagrini.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/patriciamagrini.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/patriciamagrini.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/patriciamagrini.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/patriciamagrini.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/patriciamagrini.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/patriciamagrini.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/patriciamagrini.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/patriciamagrini.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/patriciamagrini.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/patriciamagrini.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/patriciamagrini.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/patriciamagrini.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/patriciamagrini.wordpress.com/11/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=11&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Farmácia natural</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Aug 2007 13:34:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Magrini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>

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		<description><![CDATA[A natureza coloca à nossa disposição milhares de espécies de plantas para o tratamento natural de doenças É sábia a cultura indígena que tem a natureza como uma grande farmácia. O uso das plantas como remédio é ancestral. É fato que nos dias atuais, os medicamentos alopáticos, aqueles que compramos nas farmácias, com substâncias sintéticas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=6&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A natureza coloca à nossa disposição milhares de espécies de plantas para o tratamento natural de doenças</em></p>
<p>É sábia a cultura indígena que tem a natureza como uma grande farmácia. O uso das plantas como remédio é ancestral. É fato que nos dias atuais, os medicamentos alopáticos, aqueles que compramos nas farmácias, com substâncias sintéticas, são os mais comuns nas casas daqueles que vivem nas cidades e não tem uma floresta à disposição.<span id="more-6"></span></p>
<p>Porém, a Fitoterapia, estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças, tem difundido e disponibilizado os medicamentos naturais àqueles que normalmente não tem acesso a essas plantas e o conhecimento tradicional e popular tem disseminado de geração a geração receitas de remédios com as mesmas. “É sabido que boa parte da população não tem acesso a medicamentos sintetizados e utilizam do recurso das plantas medicinais, com exceção aos grandes centros ou parte mais jovem que não teve acesso ao rico conhecimento transmitido sobre plantas medicinais”, explica a médica homeopata e especilaista em Fitoterapia Eloísa Cassavani Pimentel.</p>
<p>Segundo ela, o desconhecimento, a ausênsia de pesquisas e a não oferta nos currículos das Universidades na área de Saúde, associados à expansão dos medicamentos sintéticos, gerou um certo descrédito quanto à eficácia das plantas medicinais. Mas, nos nos últimos 20 anos, isso tem mudado decorrente ao maior estudo das plantas e ao interesse de vários profissionais de saúde em aprender mais sobre o tema, além da disposição da população em utilizar medicamentos que não agridam ainda mais sua saúde, como é o caso das plantas que não possuem, em sua maioria, os indesejáveis efeitos colaterais, comum nos medicamentos alopáticos.</p>
<p>Eloísa esclarece que as plantas medicinais oferecem um tratamento mais próximo ao nosso organismo, pois as plantas apresentam-se como um complexo de substâncias naturais, bio disponíveis ao ser humano. “O tratamento é mais suave e as plantas atuam como moduladoras, reguladoras do sistema, na sua maioria sem os efeitos colaterais observados quando se isolam e sintetizam moléculas quimicamente”, explica.</p>
<p>É importante que uma pessoa especializada recomende o uso de determinada planta no tratamento de alguma enfermidade, pois seu uso indiscriminado pode gerar reações indesejáveis. Eloísa dá dicas para quem quer iniciar o uso das plantas medicinais. “Procure sempre a orientação de um profissional da saúde que entenda do assunto, nunca dispense a consulta e diagnóstico médico, e nem substitua medicamentos por plantas medicinais e fitoterápicos sem o devido conhecimento e consulta a seu médico. Procure sempre se informar com literaturas referendadas”. Ela também recomenda que as pessoas fujam de modismos, principalmente no caso de plantas indicadas para emagrecimento ou quando se mistura muitas ervas. “Sempre procure adquirir as plantas ou fitoterápicos em locais idôneos”, alerta.</p>
<p>É possível cultivar algumas das plantas medicinais em casa. No quintal ou em vasos, determinadas ervas nascem e sobrevivem bem, se receberem cuidados diários, e estarão sempre à disposição para um chá ou uma compressa sempre que aquele resfriado teimar em não ir embora ou aquela cólica indesejável aparecer. “É importante seguir a recomendação básica para o cuidado de cada espécie e ficar atento para não deixar plantas com potencialidade tóxica acessíveis quando há crianças em casa”, aconselha Eloísa para uma boa horta de plantinhas medicinais.</p>
<p><em>(Matéria para o Guia de Hortas 2007)</em></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/patriciamagrini.wordpress.com/6/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/patriciamagrini.wordpress.com/6/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/patriciamagrini.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/patriciamagrini.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/patriciamagrini.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/patriciamagrini.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/patriciamagrini.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/patriciamagrini.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/patriciamagrini.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/patriciamagrini.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/patriciamagrini.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/patriciamagrini.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/patriciamagrini.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/patriciamagrini.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/patriciamagrini.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/patriciamagrini.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=6&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Terapia das plantas</title>
		<link>http://patriciamagrini.wordpress.com/2007/08/17/terapia-da-plantas/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Aug 2007 13:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Magrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma atividade lúdica, como cuidar de hortas, pode ser o momento de se “desligar”, relaxar Sabia que cuidar de uma horta em casa pode ser uma atividade terapeutica? A psicóloga e Mestre em Análise do Comportamento Denise de Lima Oliveira diz que a atividade de cultivar plantas em casa, apesar de não substituir a terapia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=7&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma atividade lúdica, como cuidar de hortas, pode ser o momento de se “desligar”, relaxar</em></p>
<p>Sabia que cuidar de uma horta em casa pode ser uma atividade terapeutica? A psicóloga e Mestre em Análise do Comportamento Denise de Lima Oliveira diz que a atividade de cultivar plantas em casa, apesar de não substituir a terapia com um profissional, pode auxiliar no desenvolvimento de habilidades fundamentais em pessoas, principalmente nos dias atuais, que estão o tempo todo correndo atrás de alguma coisa, sob intensa pressão,<span id="more-7"></span> tendo que responder a demandas cada vez mais estressantes e que produzem um nível de ansiedade muito alto e prejudicial, afetando, por exemplo, a capacidade de concentração.</p>
<p>“Hoje é muito comum as pessoas terem dificuldade em se envolver em atividades que não produzem recursos palpáveis ou, melhor dizendo, que não agregam valor de mercado (financeiro) às suas vidas e para a sociedade. Estamos num período em que o ócio e as atividades lúdicas são consideradas perda de tempo, pois temos que, o tempo todo, estar produzindo algo “útil” social e economicamente”, comenta Denise. No entanto, esse tipo de ambiente é propício ao desenvolvimento do que ela costuma chamar de transtornos da atualidade, tais como fobias, pânico, ansiedade generalizada e depressão. Ela cita, como exemplo, que 3,5% da população de São Paulo foi diagnosticada com Fobia Social.</p>
<p>Mas esse não é o caso de Ruth Scharony Berro, mãe de três filhos e casada há 25 anos. Ela, apesar de morar em apartamento, cultiva manjericão, hortelã, alecrim, óregano entre outras hortaliças. “Apesar do pouco espaço que tenho no apartamento é gratificante poder colher o que eu mesma plantei, seja na floreira da janela ou num pequeno vasinho”. Ruth também aproveita o que vem da feira e planta as raízes de rúcula e cebolinha que brotam, são colhidas e consumidas. “ Isso é um prazer para mim”, conta. Ela também procura incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. “Tudo o que faço, procuro incluir na educação dos meus filhos, portanto, é um incentivo para que eles também façam o mesmo um dia. Aliás, eles bem que já gostam de retirar cebolinhas e manjericão da horta caseira para alguma saladinha”, observa.</p>
<p><strong>Chega de ansiedade</strong></p>
<p>Cuidar de plantas auxilia no desenvolvimento de várias habilidades, como a concentração, e pode fazer com que a pessoa sinta-se melhor e mais tranquila. Denise explica que para o cultivo de plantas, a pessoa precisa estar com a atenção concentrada na atividade, precisa ser paciente e, além disso, precisa estar relaxada. Esses estados são concorrentes ao estado de ansiedade que as pessoas permanecem nas atividades do dia-a-dia. “Concorrente, porque é impossível ficar relaxado e em estado de ansiedade ao mesmo tempo. Desta forma, a pessoa que pratica uma atividade lúdica, como cuidar de plantas, pode estar menos propensa a desenvolver algum tipo de transtorno de ansiedade”.</p>
<p>Para aquelas que já tem algum transtorno desenvolvido, essas atividades auxiliam na diminuição das crises, pois a pessoa será submetida a comportamentos de relaxamento, atenção, concentração, calma, etc, todos opostos aos comportamentos ansiosos.</p>
<p>“É evidente que isso não ocorrerá com apenas poucas exposições à atividade. Na verdade, esses resultados serão possíveis se a pessoa praticar a atividade com uma frequência regular. Não existe efeito milagroso e imediato, é necessário constância”, esclarece.</p>
<p><strong>Que tal botar a criançada para mexer na terra?</strong></p>
<p>Crianças hiperativas, com dificuldade de concentração, que não seguem instruções, não terminam as atividades, com dificuldade em organizar tarefas e permanecer quietas em determinado lugar, para essas crianças, uma atividade lúdica, como fazer hortas, auxilia muito no desenvolvimento da atenção e diminuição de alguns excessos comportamentais, como a agitação de mãos e pés.</p>
<p>Bom, ter hortaliças fresquinhas, alimentação saudável, ansiedade zero e crianças tranquilas é uma ótima combinação, não é?</p>
<p><em>(Matéria para o Guia de Hortas 2007)</em></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/patriciamagrini.wordpress.com/7/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/patriciamagrini.wordpress.com/7/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/patriciamagrini.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/patriciamagrini.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/patriciamagrini.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/patriciamagrini.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/patriciamagrini.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/patriciamagrini.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/patriciamagrini.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/patriciamagrini.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/patriciamagrini.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/patriciamagrini.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/patriciamagrini.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/patriciamagrini.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/patriciamagrini.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/patriciamagrini.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=7&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Patricia Magrini</media:title>
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		<title>Amazon Paper</title>
		<link>http://patriciamagrini.wordpress.com/2007/08/16/amazon-paper/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Aug 2007 13:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Magrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[ Saberes ancestrais amazônicos e técnicas orientais seculares dão origem a um papel 100% natural Como unir o uso sustentável de recursos naturais, a geração de renda e oportunidade para comunidades da Amazônia e a introdução de um produto singular no mercado? Um papel 100% natural, de fibras plantadas e beneficiadas por pequenos produtores rurais, produzido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=8&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> Saberes ancestrais amazônicos e técnicas orientais seculares dão origem a um papel 100% natural</em></p>
<p>Como unir o uso sustentável de recursos naturais, a geração de renda e oportunidade para comunidades da Amazônia e a introdução de um produto singular no mercado?<span id="more-8"></span></p>
<p>Um papel 100% natural, de fibras plantadas e beneficiadas por pequenos produtores rurais, produzido por papeleiros treinados com técnicas orientais seculares e transformado em belíssimas peças por artesãos de diferentes comunidades paraenses, responde essa pergunta.</p>
<p>O <a href="http://www.amazonpaper.com.br" target="_blank">Amazon Paper</a>, como é chamado, é feito com uma fibra-base muito resistente chamada curauá. Produtores de comunidades rurais do Estado do Pará recebem assistência técnica para o cultivo da planta e o processamento da fibra que é realizado em agroindústrias comunitárias. Segundo Roberta De Carvalho, vice-presidente da Amazon Paper, as fibras, após serem beneficiadas, são compradas dos produtores e levadas para Belém para a confecção do papel. &#8220;Nós temos um acordo mínimo de produção com as comunidades, mesmo que os produtos finais não tenham comprador certo, as fibras são adquiridas&#8221;. A organização sem fins lucrativos Amazon Paper é responsável por toda o acompanhamento da cadeia produtiva do papel de mesmo nome, desde o plantio da fibra até a comercialização do produto final. São 60 famílias envolvidas nessa cadeia, entre produtores rurais, papeleiros e artesãos.</p>
<p>Na confecção do papel, as fibras de curauá são combinadas com outros insumos naturais e resultam em diferentes cores, texturas, espessuras e aparências. As espécies utilizadas são cultivadas em sistemas agroflorestais ou consorciadas com outras espécies, recuperando solos já degradados. &#8220;Muitas vezes damos destino para materiais descartados por indústrias, como bagaço de côco e vassoura de açaí. O que para elas era lixo e poderia gerar algum tipo de impacto ambiental, para nós vira insumo para a produção do papel&#8221;, conta Roberta.</p>
<p>Anualmente, os papeleiros participam de cursos de atualização graças a uma parceria com a JICA &#8211; Japan International Cooperation Agency. &#8220;Dos 8 papeleiros que trabalham na confecção do Amazon Paper, 6 já tiveram a oportunidade de ir para o Japão para aprender novos ensinamentos sobre a técnica. É uma experiência muito significatica para esses integrantes da comunidade&#8221;. Os artesãos, que também recebem apoio e treinamento periodiamente, finalizam a produção. São marceneiros, encadernadores, entre outros, baseados em Belém e outros municípios do Pará, que dão forma aos produtos.</p>
<p>Todo esse trabalho artesanal resulta em peças de identidade única. São cartões, agendas, cadernos, pastas, bloquinhos e outros gifts e materiais de escritório que atendem principalmente os mercados corporativo, de eventos e, apesar de incipiente, o de luxo com embalagens personalizadas, luminárias e outras peças de decoração.</p>
<p>Eles procuram confeccionar produtos que possam ser reutilizados, como embalagens de presentes que depois se tornam caixas decorativas. &#8220;O importante é que o cliente que compra nossos produtos sabe que é um produto diferenciado, considera não só a beleza estética e a qualidade, mas também todo o histórico social e ambiental de produção.&#8221;</p>
<p>Organismos internacionais e empresas que acreditam nesse trabalho, parceiros como eles costumam dizer, investem na manutenção das atividades. Porém, o objetivo é que a Amazon Paper se mantenha apenas com os recursos gerados na venda dos produtos, fazendo com que toda essa cadeia tenha sustentabilidade própria. &#8220;A Amazon Paper está aí para provar que uma organização do terceiro setor pode ser sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental&#8221;, finaliza Roberta.</p>
<p>Para adquirir os produtos Amazon Paper e contribuir na preservação da floresta Amazônica e na qualidade de vida de suas populações, é preciso fazer contato direto com a organização sediada em Belém pelos telefones 91 3212-2982 e 91 3241-5249 ou pelo e-mail <a href="mailto:mercados@amazonpaper.com.br">mercados@amazonpaper.com.br</a>.</p>
<p><em>(Matéria para a revista digital Plume Mag, Dezembro 2006)</em></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/patriciamagrini.wordpress.com/8/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/patriciamagrini.wordpress.com/8/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/patriciamagrini.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/patriciamagrini.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/patriciamagrini.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/patriciamagrini.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/patriciamagrini.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/patriciamagrini.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/patriciamagrini.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/patriciamagrini.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/patriciamagrini.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/patriciamagrini.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/patriciamagrini.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/patriciamagrini.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/patriciamagrini.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/patriciamagrini.wordpress.com/8/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=8&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Eletrônicos verdes</title>
		<link>http://patriciamagrini.wordpress.com/2007/08/15/eletronicos-verdes/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 13:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Magrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Os avanços tecnológicos estão cada dia mais surpreendentes. Pequenos tocadores de MP3, computadores altamente modernos, aparelhos celulares mais leves e cheios de recursos. Mas qual é o custo disso tudo para o meio ambiente? O Greenpeace analisou os impactos ambientais da produção de eletrônicos no mundo e divulgou em dezembro de 2006 a segunda edição [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=10&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os avanços tecnológicos estão cada dia mais surpreendentes. Pequenos tocadores de MP3, computadores altamente modernos, aparelhos celulares mais leves e cheios de recursos. Mas qual é o custo disso tudo para o meio ambiente?</em></p>
<p>O Greenpeace analisou os impactos ambientais da produção de eletrônicos no mundo e divulgou em dezembro de 2006 a segunda edição do <a target="_blank" href="http://www.greenpeace.org/international/campaigns/toxics/electronics/copy-of-how-the-companies-line">Guia dos Eletrônicos Verdes</a>. Foram avaliadas 14 empresas produtoras de computadores e celulares que ganharam notas de 1 a 10.<span id="more-10"></span></p>
<p>O último lugar no ranking é a Apple por não oferecer políticas e práticas adequadas de reciclagem e eliminação de substâncias tóxicas de seus produtos. No topo está a Nokia, mas a empresa ainda precisa determinar um prazo para eliminar por completo o PVC de seus produtos.</p>
<p>Confira abaixo o ranking das empresas mais verdes do setor eletrônico:</p>
<p>1) Nokia = 7.3<br />
2) Dell = 7<br />
3) Fujitsu-Siemens = 6<br />
4) Motorola = 6<br />
5) Sony Ericsson = 5.7<br />
6) HP = 5.7<br />
7) Acer = 5.3<br />
8 ) Lenovo = 5.3<br />
9) Sony = 5<br />
10) Panasonic = 4.3<br />
11) LGE = 4<br />
12) Samsung = 4<br />
13) Toshiba = 3.7<br />
14) Apple = 2.7</p>
<p>Com o resultado, a organização criou uma a campanha Green My Apple, uma iniciativa para que os usuários da marca reinvindiquem posturas “verdes” pela empresa: <a href="http://www.greenmyapple.org/">www.greenmyapple.org</a></p>
<p><em>(Notícia para a revista digital Plume Mag, Março 2007)</em></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/patriciamagrini.wordpress.com/10/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/patriciamagrini.wordpress.com/10/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/patriciamagrini.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/patriciamagrini.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/patriciamagrini.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/patriciamagrini.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/patriciamagrini.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/patriciamagrini.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/patriciamagrini.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/patriciamagrini.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/patriciamagrini.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/patriciamagrini.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/patriciamagrini.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/patriciamagrini.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/patriciamagrini.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/patriciamagrini.wordpress.com/10/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=10&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>As montanhas do Jardim Gramacho</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Aug 2007 13:22:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Magrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[pluralidade]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[É o maior aterro sanitário da América Latina. Cenário do documentário Estamira (2005), o polêmico Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho gera muitos impasses ambientais e sociais. Com sua capacidade saturada, inúmeras famílias da região metropolitana do Rio de Janeiro tiram seu sustento da coleta do lixo ali depositado. Quando foi implantado, em 1978, o aterro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=9&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É o maior aterro sanitário da América Latina. Cenário do documentário Estamira (2005), o polêmico Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho gera muitos impasses ambientais e sociais. Com sua capacidade saturada, inúmeras famílias da região metropolitana do Rio de Janeiro tiram seu sustento da coleta do lixo ali depositado.<span id="more-9"></span></p>
<p>Quando foi implantado, em 1978, o aterro não recebia nenhum controle ou monitoramento ambiental, ou seja, era na verdade um grande “lixão”. Foi instalado numa área de manguezal, com 1,3 milhão de metros quadrados, às margens da Baía de Guanabara, no município de Duque de Caxias. Hoje, há quase 30 anos de funcionamento, recebe diariamente 7 mil toneladas de lixo urbano proveniente da cidade do Rio de Janeiro e dos municípios de Duque de Caxias, Nilópolis, São João de Meriti, Queimados e Mesquita.</p>
<p>A partir de 1992, iniciou-se um processo de estudo para a recuperação técnica da área do lixão. O manguezal do entorno era costumeiramente atingido pelo chorume que escorria pelas suas laterais. Uma barreira periférica impediria esse extravasamento. Essa ação conjugada com outras soluções técnicas daria ao local características de aterro sanitário. Em 1995, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro decidiu realizar os serviços necessários para o desenvolvimento desse programa de recuperação com preocupações sanitárias e ambientais.</p>
<p>Nesse período, foram construídos um sistema de captação e tratamento de chorume, um sistema de captação e queima de biogás, um centro de educação ambiental e um centro de triagem de materiais recicláveis operado pela cooperativa de catadores. O lixo recolhido é compactado e coberto com argila, evitando focos de incêndio e proliferação de vetores. Há também um trabalho de recuperação do manguezal do entorno com replantio de mudas e propágulos. Segundo a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), responsável pela administração do aterro, foi realizado um importante trabalho de recuperação de áreas degradadas no qual se observa o crescimento da vegetação recuperada espontaneamente pela natureza.</p>
<p>Porém, especialistas afirmam que hoje mesmo com todas as recuperações, a vida útil do aterro já se esgotou e sua condição de sobrevida é bastante complexa. Para monitorar os possíveis escorregamentos, foram instalados sensores de deslocamento horizontal ou vertical da argila ôrganica. No entanto, o risco de acidente ambiental é latente com possibilidade de danos para a Baía de Guanabara, uma vez que o peso do maciço de lixo pode provocar uma ruptura da camada de argila orgânica que serve como subsolo ao aterro, expulsando este material na direção da Baía.</p>
<p>O que resta para o Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho é uma “sobrevida” monitorada. Isso enquanto se busca uma solução sustentável ambiental, econômica, jurídica e socialmente para a destinação dos resíduos sólidos da região metropolitana do Rio de Janeiro. Essa solução urge, pois é consenso entre os geotécnicos que avaliaram o aterro que as operações do mesmo precisam ser encerradas.</p>
<p>Mas o que fazer com toda aquela montanha de lixo? Entre outras medidas, a Comlurb abriu em dezembro de 2006 licitação para o uso do biogás na área do aterro. O objetivo é gerar recursos para a Prefeitura na forma de créditos de carbono obtidos com a redução das emissões de gases de efeito estufa. A empresa selecionada, além de investir em toda estrutura operacional, deverá depositar, anualmente e durante 14 anos, o valor de R$ 1,2 milhão para o Fundo de Participação dos Catadores de Gramacho. Com a desativação do aterro, essa pode ser uma saída para o sustento dos inúmeros catadores e suas famílias que ali trabalham.</p>
<p>Para quem quiser ter a experiência de conhecer o maior aterro sanitário da América Latina, a Comlurb aceita visitas de grupos organizados. É preciso agendar. Informações: <a href="mailto:visitacomlurb@rio.rj.gov.br">visitacomlurb@rio.rj.gov.br</a> ou 21 2214-7275.</p>
<p><em>(Matéria para a revista digital Plume Mag, Janeiro 2007)</em></p>
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			<media:title type="html">Patricia Magrini</media:title>
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		<title>Homens Invisíveis</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Aug 2007 13:20:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Magrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[pluralidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Os homens-placa da cidade de São Paulo carregam mensagens, mas são imperceptíveis pela sociedade E lá estão elas: amarelas, vermelhas, brancas ou azuis. Estampam números, letras, palavras, mensagens. Ouro, perfumes, empregos. Estão por todas as partes. É impossível não esbarrar, são inúmeras. Quando a pressa aparece, elas chegam a incomodar e irritar: ‘saiam do caminho, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=15&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os homens-placa da cidade de São Paulo carregam mensagens, mas são imperceptíveis pela sociedade</em></p>
<p>E lá estão elas: amarelas, vermelhas, brancas ou azuis. Estampam números, letras, palavras, mensagens. Ouro, perfumes, empregos. Estão por todas as partes. É impossível não esbarrar, são inúmeras. Quando a pressa aparece, elas chegam a incomodar e irritar: ‘saiam do caminho, placas ambulantes!’, pensam os aborrecidos.<span id="more-15"></span></p>
<p>Quem anda pelas ruas de São Paulo, especialmente pelos calçadões e praças do centro velho, conhece esse tipo de outdoor humano. Tabuleiros publicitários recheados com pessoas, senhores aposentados na sua maioria, sem outra opção de trabalho, sem outra oportunidade de geração de renda. Para essa atividade não é preciso ser alfabetizado, saber fazer contas, nem mesmo é preciso saber falar. Basta ter dois ombros em bom estado e um pescoço. Quem trafega diariamente entre as multidões das ruas Barão de Itapetininga, 7 de abril, 24 de maio, Praça da Sé e Praça Ramos conhece os “homens-placa”.</p>
<p><strong>E o dia começa<br />
</strong>O relógio marca oito horas da manhã. O metrô chega, as pessoas sobem a escadaria da Estação República e seguem ao início da rua Barão de Itapetininga. Dois são os principais destinos: o começo de um dia de trabalho ou a busca pela oportunidade de ter uma jornada de trabalho. Essa hora os homens-placa já estão lá, com suas tabuletas dependuradas, oferecendo empregos e esperanças.</p>
<p>E as pessoas se movem ao redor deles, cansados e sofridos, dão impressão de estarem buscando naquelas placas, naqueles senhores aposentados, a solução para os problemas de sua vida. Esses homens carregam no próprio corpo, na forma de anúncios de emprego, as esperanças dessa gente.</p>
<p>O que é mais dramático é que as pessoas que os percorrem com os olhos, pesquisam o seu corpo e lhes chegam tão perto, não os enxergam. Não olham em seus olhos, não conversam com eles, não os cumprimentam, não sabem seu nome. Eles parecem não existir, são invisíveis para elas.</p>
<p>Emprego é apenas uma das ofertas. Entre a variedade de produtos e serviços oferecidos por essas placas ambulantes, pode-se encontrar perfumes, tatuagens, piercings, suplementos alimentares, dentistas e currículos. Algumas outras oferecem atestados médicos, divórcios, separações, ações trabalhistas, compra de ouro, prata, cartuchos de tinta. Mas que publicidade é essa? Um canal de divulgação eficiente para qualquer tipo de negócio?</p>
<p>Parece que sim. Em uma rápida contagem de homens-placa por toda a rua Barão de Itapetininga, às 14 horas, foram numerados 90 homens-placa, em um trecho de um pouco mais de 500 metros. N-O-V-E-N-T-A homens-placa!</p>
<p><strong>Quem são esses homens?<br />
</strong>As lojas aos arredores ainda estão abrindo as portas. Benedicto de Oliveira Ferreira, 70 anos, chega todos os dias no mesmo horário, oito horas da manhã. “Benedicto com “C”, ele adverte. Há 24 anos, chega com o colete nos braços e uma placa a tiracolo. Passa o dia todo em frente ao um banco na rua 24 de maio. A plaqueta nas mãos é um trabalho extra, ganha por comissão, oferece atestados médicos e exames “ademissionais”, tudo na hora. Com o colete de homem-placa, anuncia a venda de ouro e ganha por dia. Era marceneiro, mas parou porque não estava mais enxergando direito.</p>
<p>Ele permanece lá, no meio de todas aquelas barraquinhas de camisetas, tênis, óculos de sol, cintos, doces, chocolates. O som do vendedor de CDs está alto, muito alto. As pessoas começam a se aglomerar no vai-e-vem da cidade grande. Ele não olha para os lados, está paralisado, cara amarrada.</p>
<p>Porém, quando é abordado, abre um sorriso simpático, acolhedor. Gosta de conversar. Fala das filhas, das netas, do trabalho de marceneiro, da rotina. E ri, o bom-humor permanece, apesar de tudo. “Pelo menos, de uma coisa a gente não precisa ter medo, de ser assaltado, porque quando o ladrão vê um plaqueiro, já sabe que é um coitado”, ele faz piada da própria realidade.</p>
<p>Os senhores aposentados nessa atividade informal são a maioria. Porém, hoje, também existem “mulher-placa” e “jovem-placa”. O comportamento observado entre esses diferentes sujeitos é distinto.</p>
<p>“Somos utilidade pública”, exclama Antonio Pereira da Silva, 57 anos. Essa observação se refere ao número de informações dadas por eles aos passantes sobre a localização de ruas. Ele não é mais homem-placa com colete, é apenas um estandarte de plaquetas, plaquinhas de mão. Era marceneiro, também. Essa coincidência mereceria um estudo mais aprofundado.</p>
<p>Enquanto os jovens-placa conversam entre si, brincam e estão sempre em grupo, os homens-placa, senhores aposentados, estão sempre sozinhos e calados. Com o olhar perdido, permanecem durante o dia todo sentados. Eles levam seus próprios banquinhos. E lá ficam, esperando o dia acabar, apenas sentados. Alguns dormem, outros somente olham para o nada. Outros não sentam, ficam como estátuas em meio à multidão.</p>
<p>Nos dias chuvosos, o cenário muda. Unem-se em busca de um abrigo. Organizam-se em uma grande fileira, um ao lado do outro, se protegendo das gotas sob os beirais dos prédios. Formam um grande mural de anúncios. Outros, porém, mesmo com chuva optam em continuar em seus postos, sentados no banquinho companheiro e segurando um grande guarda-chuva aberto até o céu se abrir.</p>
<p>Entre as mulheres-jovens-placa da rua Barão de Itapetininga está Renata Maximo Carlete, 23 anos. Ela gostaria mesmo de cursar uma faculdade de turismo, mas na atual situação topa tudo, como ela mesma fala. Há apenas um mês como mulher-placa, optou por essa “profissão” logo que saiu do emprego de operadora de caixa. “Todas as agências por aqui já têm o meu currículo, mas nada&#8230;”, ela explica sobre o porquê do exercício de um trabalho informal: não é por falta de procurar uma outra oportunidade. “Mas é legal, eu gosto, as pessoas são divertidas”. O que é engraçado é observar como mesmo em uma situação considerada difícil para muitos aqueles que passam por ela não a acham tão ruim assim. “Eu faço qualquer serviço desde que seja digno”.</p>
<p><strong>O que ganham?</strong><br />
Eles se autodenominam “plaqueiros”, mas existem inúmeras outras possíveis denominações: homens-placa, homens-sanduíche, placas ambulantes, placas humanas ou outdoor humano. O pagamento por essa atividade pode ser diário, o que significa trabalhar oito horas e receber 15 reais. São seis dias por semana, oito horas diárias, 48 horas semanais, 192 horas mensais. A remuneração chega a 360 reais por mês, uma centena de reais a mais do que atual salário mínimo.</p>
<p>Tudo bem, não é tão ruim assim se considerarmos, ironicamente, que as pessoas com renda mensal entre R$ 131,67 e R$ 571 não são consideradas pobres e, sim, pertencentes à classe média ou, ainda, se ponderarmos os 56 milhões de pessoas que vivem em situação de pobreza com menos de R$ 131,67 mensais, ou seja, 50% da população brasileira, segundo estudo realizado pelo IETS – Instituto de Estudos do Trabalho e da Sociedade.</p>
<p>Um detalhe &#8211; Só para comparar, a renda média das 76.738 famílias mais ricas de São Paulo é de R$ 36,6 mil, mais que o dobro da renda média dos 1% mais ricos do Brasil, R$ 14,6 mil, de acordo com o estudo denominado “Os Ricos do Brasil”, organizado pelo economista Marcio Pochman.</p>
<p>Outra maneira de remuneração dos homens-placa é por meio de comissões. “Você pode tirar R$ 40 em um dia e nada em outro. É um risco!”, com um ar de “malandro”, o ex-marceneiro Ademilson Alves Pereira, 36 anos, explica a dinâmica do trabalho. “Alemão”, como é conhecido por todos, negocia a venda de aparelhos de telefone celular. O seu colete anuncia a disponibilidade para orientar o interessado direto ao melhor negócio. Ele mora longe do centro, na zona leste de São Paul. Vem de carona no ônibus, só paga a passagem quando tem dinheiro sobrando. “Raríssimas vezes”, ressalta.</p>
<p><strong>E não lamentam<br />
</strong>Um pouco diferente do que é possível imaginar, os homens-placa executam seu trabalho com contentamento. Em nenhum momento uma reclamação foi proferida. Eles fazem aquilo que a vida os proporciona e se por um lado isso possa caracterizar conformismo ou uma certa inércia por outro lado mostra com clareza o espírito otimista e batalhador do brasileiro. Aquele que nunca perde a esperança.</p>
<p><em>(Matéria para a revista digital Outras Palavras, 2004)</em></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/patriciamagrini.wordpress.com/15/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/patriciamagrini.wordpress.com/15/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/patriciamagrini.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/patriciamagrini.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/patriciamagrini.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/patriciamagrini.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/patriciamagrini.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/patriciamagrini.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/patriciamagrini.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/patriciamagrini.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/patriciamagrini.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/patriciamagrini.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/patriciamagrini.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/patriciamagrini.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/patriciamagrini.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/patriciamagrini.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=15&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Novos universitários na Maré</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Aug 2007 14:22:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Magrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[terceiro setor]]></category>

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		<description><![CDATA[Setenta e cinco novos universitários! Esse é o número de jovens estudantes do cursinho pré-vestibular da Maré que ingressaram na faculdade em 2004. O número pode aumentar ainda mais, pois muitos outros aguardam o resultado das listas de espera das universidades. Esses estudantes participaram do Programa Rio de Janeiro que a CARE desenvolve em parceria [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=27&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Setenta e cinco novos universitários! Esse é o número de jovens estudantes do cursinho pré-vestibular da Maré que ingressaram na faculdade em 2004. O número pode aumentar ainda mais, pois muitos outros aguardam o resultado das listas de espera das universidades.</p>
<p>Esses estudantes participaram do Programa Rio de Janeiro que a CARE desenvolve em parceria com o CEASM (Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré), dentro do Complexo da Maré. O objetivo é potencializar e promover a inclusão social de jovens e suas famílias por meio da educação. <span id="more-27"></span></p>
<p>Só em 2003, 450 jovens foram atendidos com aulas de segunda a sexta-feira e também aos sábados. Desde 1998, mais de 370 estudantes já foram aprovados em diferentes vestibulares com o auxílio das aulas do cursinho.<br />
Entre os novos universitários da Maré, 38,7% ingressaram em universidades federais e 40% em estaduais. A oportunidade de estudar em universidades públicas é fundamental para que esses jovens dêem continuidade aos estudos após o vestibular, já que o pagamento de mensalidades em instituições particulares é muito difícil. “Eu tenho direito a uma vaga em uma universidade pública”, fala Thaís Paiva da Felicidade, 21 anos, ex-aluna do cursinho pré-vestibular.</p>
<p>Moradora da Baixa do Sapateiro, no Complexo de favelas da Maré, Thaís fez dois anos de cursinho antes de conseguir uma vaga na universidade. “No primeiro ano eu não consegui entrar, mas não desisti e me esforcei muito para passar esse ano”, explica.</p>
<p>“Quando comecei o cursinho, eu queria prestar vestibular para Medicina. Mas, assistindo às aulas, fui me interessando por História e Geografia e me apaixonei”, ela conta. Trabalhando durante o dia e estudando no período noturno, a estudante também fazia aulas aos sábado e estudava aos domingos. Essa dedicação e esforço garantiram a ela vagas no curso de Geografia de duas universidades federais, UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e UFF (Universidade Federal Fluminense). Ela ainda comenta que quando se formar quer trabalhar com pesquisas e dar aulas.</p>
<p>Por falar em dar aulas, os cursos de licenciatura são a preferência dos estudantes do Programa Rio de Janeiro. Dos aprovados no vestibular, 64% optaram por esse tipo de carreira. Entre as mais procuradas estão Pedagogia (19 alunos), Letras (8 alunos), Geografia (8 alunos) e Matemática (6 alunos). Porém, também fazem parte da relação cursos como Dança, Metereologia e Jornalismo.</p>
<p>Não só o jovem como também a sua família são beneficiados com essa oportunidade de estudo. Thaís conta sobre a reação dos pais quando souberam o resultado do vestibular. “Meus pais choraram, ficaram felicíssimos”.</p>
<p>“Foi bastante puxado, pois precisei me organizar muito para conciliar os estudos do ensino médio e os do cursinho, mas os professores eram maravilhosos, amigos e incentivadores, isso ajudou muito”, explica a estudante Ariane Paiva da Felicidade, 17 anos, aprovada no vestibular para Pedagogia na UFRJ.</p>
<p>Ariane é a irmã mais nova de Thaís. “Eu aproveitei muito essa oportunidade e, apesar da correria, eu procurava não faltar. Só deixei de ir às aulas quando não tinha jeito mesmo, por causa de tiroteios, por exemplo, mas não era sempre”, fala Ariane sobre a experiência de estudar para o vestibular.</p>
<p>Realidade &#8211; Um estudo intitulado “Desigualdade de resultados e desigualdade de oportunidades no Brasil”, elaborado pelos economistas Ferreira e François Bourguignon, do Banco Mundial, e Marta Menéndez, do Departamento e Laboratório de Economia Teórica e Aplicada (Delta) da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, da França, aponta um dado importante. Nesse estudo, eles decompõem a desigualdade em: desigualdade por renda e por oportunidades e identificam a educação como o maior peso na determinação da desigualdade.</p>
<p>Nesse contexto, a CARE trabalha para promover oportunidades de acesso à educação e à geração de renda, diminuindo as desigualdades sociais e permitindo que mais famílias tenham uma vida digna.</p>
<p><em>(Matéria para o site institucional CARE Brasil)</em></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/patriciamagrini.wordpress.com/27/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/patriciamagrini.wordpress.com/27/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/patriciamagrini.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/patriciamagrini.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/patriciamagrini.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/patriciamagrini.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/patriciamagrini.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/patriciamagrini.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/patriciamagrini.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/patriciamagrini.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/patriciamagrini.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/patriciamagrini.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/patriciamagrini.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/patriciamagrini.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/patriciamagrini.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/patriciamagrini.wordpress.com/27/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=27&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Colorindo o ambiente hospitalar com alegria e motivação</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Aug 2007 12:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Magrini</dc:creator>
				<category><![CDATA[terceiro setor]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Doutores Cidadãos são anunciados pelo microfone da recepção do hospital. Chegam eles, descontraindo o ambiente e quebrando a sobriedade do hospital com seus narizes vermelhos, suas gravatas coloridas e seus sapatos gigantes. Avental de médico, crachá de médico, prancheta na mão e uma prescrição: injeções de motivação e alegria. Há um mês atendendo no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=patriciamagrini.wordpress.com&amp;blog=993660&amp;post=14&amp;subd=patriciamagrini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Doutores Cidadãos são anunciados pelo microfone da recepção do hospital. Chegam eles, descontraindo o ambiente e quebrando a sobriedade do hospital com seus narizes vermelhos, suas gravatas coloridas e seus sapatos gigantes. Avental de médico, crachá de médico, prancheta na mão e uma prescrição: injeções de motivação e alegria.<span id="more-14"></span></p>
<p>Há um mês atendendo no Centro Hospitalar Municipal de Santo André toda sexta-feira à tarde, Doutor Ispaguetti Saracura e Doutor Ravioli Bem-te-vi desenvolvem um trabalho que eles denominam como Amenização Hospitalar.</p>
<p>“Nosso trabalho não se resume aos pacientes, é nisso que nós tentamos nos diferenciar dos outros trabalhos que já existem. Nosso propósito é a amenização hospitalar que quer dizer intervir no ambiente e de uma forma integral. Eu mexo tanto com o pessoal da limpeza, o pessoal da enfermagem, médicos, quando tenho essa possibilidade, visitantes, acompanhantes, todo mundo que estiver no ambiente hospitalar pode entrar na brincadeira” explica Doutor Ispaguetti.</p>
<p>Para abrandar as dores, não somente físicas, de quem passa muito tempo dentro de um hospital, os “doutores” não priorizam apenas o sorriso. Segundo eles, uma conversa, um olhar atencioso ou uma mensagem de otimismo é o suficiente para que a pessoa se desligue pelo menos por 5 minutos do martírio hospitalar. “O exercício que a gente vem buscando é não se limitar em conseguir uma risada do paciente. Conseguir uma risada, até pelos trajes, não é difícil. Complicado é sentar do lado do paciente e não falar sobre a doença dele, mas tratar de assuntos que o deixe mais leve nesse momento pesado”.</p>
<p>“Esse trabalho é maravilhoso” diz a professora Eliene Nascimento Corrêa. A professora reveza com as irmãs o acompanhamento da internação da mãe, Umbelina Fernandes Nascimento, 73 anos. Internada há três semanas com mal de Parkinson, hipertireoidismo e pneumonia, ela se distrai com a presença dos Doutores.</p>
<p>Também deitada e debilitada, Zenilda de Souza, 64 anos, conversa e brinca sobre sua idade e sua cidade natal, Garanhuns, em Pernambuco. Um momento raro de descontração desde que veio de Taboão da Serra, vítima de um derrame. “Eles são muito bacanas, muito gentis”.</p>
<p>De acordo com os Doutores, a receptividade em Santo André, tanto por pacientes como por funcionários e acompanhantes, está sendo bárbara.</p>
<p>A iniciativa desse trabalho partiu de Roberto Ravagnani, o Doutor Ispaguetti, e o entusiasmo criador veio do filme baseado na história real do médico Hunter Patch Adams: Patch Adams – O amor é contagioso. “Quando vi o filme eu me emocionei muito e percebi que eu queria fazer aquilo. O porquê eu não sei. Mas eu queria fazer aquilo e saí do cinema convencido” explica Ravagnani. Desse momento em diante ele começou a preparação e a construção da personagem inspirada em Patch Adams.</p>
<p>Em março de 2000, Doutor Ispaguetti começou a atuar na Pediatria do Hospital Brigadeiro, em São Paulo. Posteriormente o trabalho foi direcionado para o atendimento de adultos e idosos e recebeu o novo integrante Felipe Mello, o Doutor Ravioli, para a formação da dupla de “doutores”.</p>
<p>Ravagnani sempre trabalhou no Terceiro Setor como administrador de projetos sociais. Sempre na retaguarda, ele nunca tinha lidado diretamente com o atendido. Quando começou a atuar como Doutor Ispaguetti não tinha nenhuma formação artística. “Para fazer esse tipo de trabalho não é preciso nenhum tipo de dom, apenas vontade”.</p>
<p>Felipe Mello, formado em Comunicação Social, conheceu Roberto Ravagnani em um curso para a formação de radialistas. “Nós começamos a fazer um programa de rádio, o Canto Cidadão, e eu já tinha uma admiração por esse tipo de trabalho desde a ocasião do filme. Foi uma coincidência que não é coincidência a gente se encontrar e eu disse ‘quero fazer parte disso’ e fui o primeiro discípulo dos Doutores Cidadãos”.</p>
<p>Juntos eles fundaram a OSCIP Canto Cidadão, uma organização social civil de interesse público. O objetivo é produzir e democratizar informações sobre cidadania através do rádio, da TV, Internet, revistas, jornais e palestras. Levaram o projeto dos Doutores Cidadãos para a organização e pretendem ampliar o projeto com a capacitação de novos voluntários.</p>
<p>Os benefícios dessa iniciativa vão além do hospital. Mello afirma que com o Doutor Ravioli ele está aprendendo a redimensionar os seus problemas e dar valor às pequenas coisas. “Na verdade, eu recebo muito mais do que dou nesse trabalho” completa.</p>
<p><em>(Matéria para o Rudge Ramos Jornal, 2003)</em> </p>
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