Farmácia natural 18 agosto, 2007
Posted by Patricia Magrini in ecologia, qualidade de vida.trackback
A natureza coloca à nossa disposição milhares de espécies de plantas para o tratamento natural de doenças
É sábia a cultura indígena que tem a natureza como uma grande farmácia. O uso das plantas como remédio é ancestral. É fato que nos dias atuais, os medicamentos alopáticos, aqueles que compramos nas farmácias, com substâncias sintéticas, são os mais comuns nas casas daqueles que vivem nas cidades e não tem uma floresta à disposição.
Porém, a Fitoterapia, estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças, tem difundido e disponibilizado os medicamentos naturais àqueles que normalmente não tem acesso a essas plantas e o conhecimento tradicional e popular tem disseminado de geração a geração receitas de remédios com as mesmas. “É sabido que boa parte da população não tem acesso a medicamentos sintetizados e utilizam do recurso das plantas medicinais, com exceção aos grandes centros ou parte mais jovem que não teve acesso ao rico conhecimento transmitido sobre plantas medicinais”, explica a médica homeopata e especilaista em Fitoterapia Eloísa Cassavani Pimentel.
Segundo ela, o desconhecimento, a ausênsia de pesquisas e a não oferta nos currículos das Universidades na área de Saúde, associados à expansão dos medicamentos sintéticos, gerou um certo descrédito quanto à eficácia das plantas medicinais. Mas, nos nos últimos 20 anos, isso tem mudado decorrente ao maior estudo das plantas e ao interesse de vários profissionais de saúde em aprender mais sobre o tema, além da disposição da população em utilizar medicamentos que não agridam ainda mais sua saúde, como é o caso das plantas que não possuem, em sua maioria, os indesejáveis efeitos colaterais, comum nos medicamentos alopáticos.
Eloísa esclarece que as plantas medicinais oferecem um tratamento mais próximo ao nosso organismo, pois as plantas apresentam-se como um complexo de substâncias naturais, bio disponíveis ao ser humano. “O tratamento é mais suave e as plantas atuam como moduladoras, reguladoras do sistema, na sua maioria sem os efeitos colaterais observados quando se isolam e sintetizam moléculas quimicamente”, explica.
É importante que uma pessoa especializada recomende o uso de determinada planta no tratamento de alguma enfermidade, pois seu uso indiscriminado pode gerar reações indesejáveis. Eloísa dá dicas para quem quer iniciar o uso das plantas medicinais. “Procure sempre a orientação de um profissional da saúde que entenda do assunto, nunca dispense a consulta e diagnóstico médico, e nem substitua medicamentos por plantas medicinais e fitoterápicos sem o devido conhecimento e consulta a seu médico. Procure sempre se informar com literaturas referendadas”. Ela também recomenda que as pessoas fujam de modismos, principalmente no caso de plantas indicadas para emagrecimento ou quando se mistura muitas ervas. “Sempre procure adquirir as plantas ou fitoterápicos em locais idôneos”, alerta.
É possível cultivar algumas das plantas medicinais em casa. No quintal ou em vasos, determinadas ervas nascem e sobrevivem bem, se receberem cuidados diários, e estarão sempre à disposição para um chá ou uma compressa sempre que aquele resfriado teimar em não ir embora ou aquela cólica indesejável aparecer. “É importante seguir a recomendação básica para o cuidado de cada espécie e ficar atento para não deixar plantas com potencialidade tóxica acessíveis quando há crianças em casa”, aconselha Eloísa para uma boa horta de plantinhas medicinais.
(Matéria para o Guia de Hortas 2007)
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